
Andei dando uma reorganizada na vida, joguei fora velhas fotos, velhas revistas, velhos hábitos. Decidi terminar as coisas que nunca terminei, e outras que ainda nem comecei. A estrada afunilou, hora de escolher o caminho e escolher entre caminhar sozinho ou de mãos dadas. Decidi que preciso aprender de uma vez por todas a amarrar os cadarços, uma arte que nunca dominei de fato, e volta e meia est...ou eu com os cadarços desamarrados e sujos. Parei de acreditar em mutantes, assumi que sou daltônica, aliás, seria isso uma mutação? Porque eu realmente vejo o mundo diferente da maioria das pessoas. Devo ser de outro planeta, um mutante intergaláctico, daltônico, que acredita na paz e na diversidade, que acredita que o amor ainda deve ser o essencial na vida. Sou uma romântica incorrigível, talvez a última, ou não. Não me apego a grandes ambições, pois sei que a vida é agora, o amanhã não existe, existem apenas projeções nossas do amanhã. Vou atrás da felicidade, e não importa onde ela esteja escondida, vou achar. Minha felicidade é simples e está nas coisas simples: em um sorriso, um "eu te amo", nas conversas com os amigos, no céu azul, no caminhar, no amor, na natureza. As pessoas vivem amarguradas, tristes e lamentando os erros cometidos. Falaram-me outro dia que não demonstro meus sentimentos, que é impossível saber se estou triste ou feliz. De fato eu sou assim, me escondo dentro de mim mesmo, meu corpo é meu maior refúgio, é aqui que guardo tudo, partes no coração, partes na cabeça. E os meus cadarços? Não andarei com eles desamarrados, afinal não quero mais andar tropeçando em mim mesmo, hora de ficar leve e carregar só oque realmente importa, o caminho está estreito, e não dá pra levar muita coisa. Na cabeça o bom e velho rocknroll, nos olhos o pouco da muita esperança que me resta. Estou indo, você escolhe se vem comigo ou se fica. FUI SER FELIZ .